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A
desunião que reina na Terra entre os homens está contagiando também
as religiões, de modo que as acusações recíprocas entre os vários
credos agravam a situação já tão caótica do planeta.
Os líderes religiosos estão deixando de lado o objetivo primordial de
seu trabalho, que é levar a paz e a orientação aos seus seguidores
para que encontrem o caminho até Deus, e perdem tempo preocupando-se
com a inutilidade da superioridade mística.
Os livros sagrados estão se tornando, além do clássico instrumento de
pregação e de estudo doutrinário, também o arauto das interpretações
maliciosas que servem para ferir outras religiões. Alguns ministros
eclesiásticos e dirigentes de várias correntes espíritas e
espiritualistas, não satisfeitos com as batalhas mortais que acontecem
ao redor do planeta, resolveram criar suas próprias arenas. Esquecendo
do respeito ao livre-arbítrio alheio, e se entregando à sistemáticas
perseguições e acusações na tentativa de menosprezar e de anular a fé
de outras religiões.
Os homens, assim, continuam sendo grandes inquisidores nos tempos
atuais, que denominaram de Nova Era, mas que continua tão antiga quanto
as anteriores.
Por outro lado, estão crescendo ainda as disputas pelo poder entre
membros de uma mesma religião, mais preocupados com a vaidade do
comando do que com a seriedade que envolve o culto ao qual pertencem.
Deseja-se monopolizar a crença religiosa, e, como se isso não fosse
suficiente, também monopolizar o monopólio. E daí é que surgem os
falsos líderes e os falsos profetas, que esquecem do altruísmo. E
nessa luta confirma-se que tudo é válido, principalmente a intriga e a
maledicência, onde são levantadas questões mesquinhas e até
infantis, carregadas de leviandades que mesmo ateus não teriam coragem
de propagar. Onde a humildade perdeu a vez, dando lugar ao apego pela
soberba, cercada, entretanto, de conspiradores latentes que atraem
trevas e polêmicas destrutivas para os ambientes que seriam de paz.
As disputas, dessa forma, se tornaram inter-religiosas, mas também
intra-religiosas, trazendo para essa área o perigoso caráter político
do mundo profano, o qual se alimenta da hipocrisia, das perseguições,
da inveja, e das injustiças. Fazendo com que instituições religiosas
se tornem feudos a serviço de poucos, que se agarram politicamente uns
nos outros, minando o trabalho de deveria ser edificado.
O mundo profano está doente e, parte do religioso, que deveria curá-lo,
esqueceu da vacina para se tornar imune, a qual é composta de amor e de
humildade.
Os homens, no entanto, ainda não compreenderam a inutilidade dessas
batalhas inglórias. Estão lutando por nada, esquecendo do principal
que continua adormecido em seus espíritos. Ainda não eliminaram de
seus íntimos a arrogância e a vaidade.
A Terra ingressa no período de dias difíceis. O século será marcado
pelas lutas entre os homens, em grandes e pequenos conflitos armados,
mas também pela luta do homem contra a Natureza que ele não soube
preservar. Muitos desastres naturais ocorrerão, bem como desencarnes
prematuros em meio à violência ao redor do globo. Porém a grande
maioria dos homens não reunirá forças morais e espirituais para
atingir a paz com a consciência no caminho para Deus. Estarão mais
preocupados com a força bruta e com o absolutismo do poder, esquecendo
de seus reais objetivos na Terra, os quais exigem compaixão uns pelos
outros.
Neste e no próximo século, com a aproximação mais intensa do astro
intruso, muitos que desencarnarem sob o clima do ódio e do estigma da
vingança entrarão em estado de torpor na erraticidade, não tendo mais
tempo de reencarnar, a espera de serem conduzidos para os planos
inferiores daquele orbe. Muitos avisos já foram dados nesse sentido.
Assim, unam-se, orem e acabem com as disputas pessoais, religiosas e
outras que de forma daninha estão destruindo a civilização.
Reconciliem-se, perdoem e esqueçam o mal que sofreram, pois isso faz
parte de carmas que plantaram antes. Preocupem-se com as próprias
batalhas pessoais na busca da evolução espiritual, e respeitem o
livre-arbítrio dos demais. Tenham a grandeza de pedir clemência a Deus
pelos seus inimigos e que eles recebam luz para refletirem sobre o que
fazem. Tornem-se instrumentos de socorro fraterno ao próximo.
Incentivem-se quanto a fé religiosa, independente de qual religião, e
pratiquem a caridade junto aos necessitados e aos desamparados. Levem
palavras e gestos de amor, de esperança e de perseverança aos
enfermos. Priorizem a caridade e trabalhem em nome de Deus. Muito terá
de ser feito nos próximos anos.
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