A EXPERIÊNCIA DE ESTAR MORRENDO

 

                  UM homem está morrendo e, quando chega ao ponto de maior aflição física, ouve seu médico declará-lo morto. Começa a ouvir um ruído desagradável, um zumbido alto ou toque de campainhas, e ao mesmo tempo se sente movendo muito rapidamente através de um túnel longo e escuro. Depois disso, repentinamente se encontra fora de seu corpo físico, mas ainda na vizinhança imediata do ambiente físico, e vê seu próprio corpo a distância, como se fosse um espectador. Assiste as tentativas de ressurreição deste ponto de vista inusitado em um estado de perturbação emocional.

                  Depois de algum tempo, acalma-se e vai se acostumando a sua estranha condição. Observa que ainda tem um “corpo”, mas um corpo de natureza muito diferente e com capacidade muito diferente das do corpo físico que deixou para trás. Logo outras coisas começam a acontecer. Outros vêm ao seu encontro e o ajudam. Vê de relance os espíritos de parentes e amigos que já morreram e aparece diante dele um caloroso espírito de uma espécie que nunca encontrou antes, um espírito de luz. Este ser pede-lhe, sem usar palavras, que reexamine sua vida, e o ajuda mostrando uma recapitulação panorâmica e instantânea dos principais acontecimentos de sua vida. Em algum ponto encontra-se chegando perto de uma espécie de barreira ou fronteira, representando aparentemente o limite entre a vida terrena e a vida seguinte. No entanto, descobre que precisa voltar para a terra, que o momento da sua morte ainda não chegou. A essa altura, oferece resistência, pois está agora tomado pelas suas experiências no após vida e não quer voltar, está agora inundado de sentimento de alegria, amor e paz. Apesar dessa atitude, porém, de algum modo se reúne ao seu corpo físico e vive.

                  Mais tarde tenta contar o acontecimento a outras pessoas, mas tem dificuldade em fazê-lo. Em primeiro lugar, não consegue encontrar palavras humanas adequadas para descrever esses episódios não terrenos. Descobre também que os outros caçoam dele, e então pára de dizer essas coisas. Ainda assim a experiência afeta profundamente sua vida, especialmente suas opiniões sobre a morte e as relações dela com a vida.

 

DR. RAYMOND A. MOODY JR.

 

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